segunda-feira, 9 de março de 2015

Ser mãe.

O que é ser mãe?
Haverá alguma definição? Alguma medição? Eu penso que não..

Como é que se mede 9 meses de curiosidades, frustração, terror, expectativa, ansiedade, esperança?
Como é que se explica aquilo que sentimos quando sentimos um ser tão pequenino e precioso dentro de nós?
Há maneira de explicar a ansiedade que esses 9 meses trazem? O medo que algo possa acontecer, que o nosso bebé não venha perfeitinho como planeado, ou pior, que a causa desses terrores sejamos nós a causa-la?
Não dá para explicar tantos meses a preparar para a chegada do melhor presente do mundo.
E quando finalmente os temos nos nossos braços? Desculpem.. simplesmente não sei com o dizer, ou se há palavras sequer para o descrever.
Vou vos dizer, aquilo que eu disse assim que a minha filha nasceu e finalmente a tive em meus braços:
- É perfeita..
Chorei, pois não soube que mais dizer. E não havia que mais dizer, pois não haveria sequer como o fazer ou que palavras utilizar.
Como explicar o como e quanto a nossa vida muda quando os temos finalmente na nossa vida? Aquele sentimento extenso e tão poderoso, feroz e agressivamente protetor em relação ao nosso bebé? Queremos protege-los do mundo para que nunca algum mal lhes aconteça, para que nunca lhes caia uma única lágrima ou sintam o que é a dor. Para que só conheçam o amor, a paixão, a felicidade. Para que sejamos nós a proporciona-los a eles.
Queria explicar o que sentimos em todas estas alturas... mas não há como.
É algo tão invisível, mas tão forte e presente em tudo e todas as alturas, que não tem palavras que o descrevam.
Como explicar que o meu coração, agora são dois? Que o meu amor, já não é meu, mas sim dela, e que é maravilhoso sentir isto? Que não é um sentimento de perda, mais sim uma dádiva!
Que todos os dias pego a minha vida ao colo, abraço, e beijo, e digo bom dia, e que ela me responde com o sorriso mais perfeito do mundo e o mais caloroso que alguma vez vi ou senti?

Como explicar que te amo, filha, mas que não é nada disso.. é tanto, mas tanto mais, que não sei explicar.
Dedico este texto, ao amor da minha vida, a minha vida, a minha Carolina.



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