Olá meninas! Mais um dia, mais um post!
Descobri que estava grávida, tinha eu 19 anos. Nem sequer sei explicar o turbilhão de sentimentos que suscitaram quando o teste deu positivo, apenas sei, que fiquei estaticamente feliz.
Liguei logo ao meu marido, mal consegui conter a notícia. Contei-lhe, e ele com voz trémula, ficou feliz com a bênção que tinhamos recebido.
Não vou dizer que foi fácil ou o melhor período da minha vida, porque não foi. Mas, estar grávida, foi sem dúvida um período de dúvida, confusão, introspecção, preparação, renovação de fé, e embora todos os seus "quês", de felicidade.
Era algo que queríamos, e planejamos. Queríamos ser pais cedo. Planeamos até ao íntimo pormenor, tudo para a vinda do nosso anjinho. Nada iria faltar.
Ele trabalha fora, e não foi fácil passar por 9 meses de aventura intensa, tudo maioritariamente sem a minha base, sem o meu porto de abrigo, perto de mim.
Decidi, que iria ás aulas de pré-parto como tanto ouvi falar de que eram excelentes para nos sentirmos preparadas.
Fui de facto, a algumas aulas, mas não tive vontade de continuar. Infelizmente, porque sempre que ia, sentia-me totalmente alienada, julgada. Era vítima de olhares que gritavam: "Olha-me esta criança, a espera de um bebé! Que pouca vergonha! Nem deve saber quem é o pai! Mais uma criança para os avós criarem!"
Sentia-me deveras ofendida com aqueles olhares. Tudo porque tinha a idade que tinha??
Pensava para mim, "Tenho o meu marido. Tenho a minha casa. Tenho a minha vida. Não peço, nem devo nada a ninguém. Não preciso disto!"
Resolvi não ir mais as aulas. Não queria esses sentimentos perto de mim.
As pessoas são muito julgativas, e sem vergonha o mostram.
Tudo bem, há N de exemplos no mundo que demostram a irresponsabilidade e imaturidade de várias mulheres/crianças, que trazem os filhos ao mundo com desdém e as entregam ao mundo, instituições ou muito habitualmente aos avós para cuidarem deles, pois para elas os filhos foram um erro e os outros que cuidem das suas consequências.
Mas como julgar me desse forma? Não me conhecem, não sabem quem eu sou, ou o quão esta bebé foi desejada, e com muito amor esperada.
As noites sem dormir, o desconforto, a preocupação, os enjoos, os medos, tudo apagado instantâneamente assim que sentia o meu ser pequenino a mexer dentro de mim.
Até que chegou o dia.
Ela nasceu.
Quis fazer tudo. Tudo sozinha. Ninguém iria ensinar me a ser mãe. Eu tinha nascido para isto. Não queria dicas ou ajuda de ninguém. E não pedi ajuda a ninguém. Apenas em caso de dúvida extrema consultava a minha cunhada, e apenas porque é enfermeira. Era quele orgulho exaustivo de ser mãe pela primeira vez, sabem? Era territorial e extremamente protectora, como hoje ainda sou, mas em termos mais saudáveis, é claro.
Nunca mais tive medo. Ela encheu e transbordou o meu coração de tanto amor, mais do que sabia ser possível.
Nunca mais me senti julgada.
Querem saber porquê?
Porque ela era, e é feliz. É a bebé mais feliz do mundo com a mamã e o papá. E isso transparece nos seus ínfimos sorrisos e boa disposição. E só posso pensar, "Bolas, devemos de estar a fazer as coisas bem, porque ela é tão feliz!"